A União Europeia e o Mercosul anunciaram a conclusão de um acordo de livre comércio após 20 anos de negociações, que promete ser uma das maiores parcerias comerciais globais, abrangendo um mercado de mais de 700 milhões de consumidores. Contudo, antes da implementação, o acordo precisa passar por um processo complexo de ratificação na UE, onde enfrenta forte resistência, especialmente da França, Áustria, Polônia e Holanda. Para ser aprovado, o acordo precisará da maioria dos legisladores da União Europeia, o que implica o apoio de 15 países representando 65% da população do bloco.
A França e outros membros podem bloquear a ratificação se formarem uma oposição sólida, pois um mínimo de quatro países, com mais de 35% da população da UE, pode impedir o avanço. Apesar disso, a Alemanha, Espanha e outros nove países da UE, representando cerca de 40% da população, têm pressionado para uma resolução ainda este ano. O acordo também exigirá a aprovação dos Parlamentos nacionais da UE, o que pode prolongar ainda mais a sua implementação.
Se ratificado, o acordo deve eliminar tarifas anuais de cerca de 4 bilhões de euros, beneficiando tanto a Europa quanto os países do Mercosul. Para a UE, o acordo oferece novas oportunidades de exportação e acesso a minerais cruciais para a transição energética, enquanto os países do Mercosul ganham acesso ampliado ao mercado europeu para produtos agrícolas. Após desafios envolvendo questões ambientais e protecionismo, as negociações mais recentes parecem ter resolvido muitos impasses, aproximando os blocos de uma implementação efetiva do acordo.