O recente término das negociações do acordo entre o Mercosul e a União Europeia não contou com consenso entre as principais economias europeias. Enquanto Alemanha e Espanha celebraram o avanço, considerando-o um marco para o livre comércio, a França e a Polônia manifestaram oposição ao acordo, alegando preocupações com o impacto nos seus setores agrícolas. O governo francês, especialmente, se comprometeu a continuar combatendo a ratificação do acordo, defendendo os interesses dos seus produtores rurais. A Polônia também se posicionou contra, destacando a falta de apoio suficiente dentro da União Europeia para barrar o acordo.
Apesar das resistências, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou o acordo como uma vitória estratégica para a Europa, sublinhando que ele pode beneficiar cerca de 60 mil empresas europeias, principalmente pequenas e médias. O acordo abre novos mercados na América do Sul e é visto como uma oportunidade para fortalecer as relações comerciais e políticas entre os blocos. Líderes de outros países, como Portugal e Suécia, também se mostraram favoráveis, enfatizando as perspectivas econômicas positivas e o aumento potencial do comércio com o Mercosul.
Embora o fim das negociações tenha sido comemorado, o acordo ainda precisa ser ratificado internamente pelos países do Mercosul e pela União Europeia, o que inclui a aprovação do Parlamento Europeu e do Conselho da UE. O processo poderá ser dificultado pela oposição de países membros que representam uma parte significativa da população do bloco, o que pode atrasar ou até impedir a implementação do acordo. A situação continua a ser acompanhada de perto, com alguns países, como a Itália, ainda avaliando suas posições.