O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul foi anunciado no dia 6 de dezembro em Montevidéu, Uruguai, após 25 anos de negociações. O pacto será dividido em duas frentes: uma política e outra econômica. A parte econômica será analisada pelo Conselho Europeu, e a aprovação dependerá de 55% dos votos dos 27 países da União Europeia, seguida da ratificação pelo Parlamento Europeu. A parte política, por sua vez, precisará ser aprovada pelos parlamentos de todos os países membros da União Europeia.
Embora o acordo estabeleça um mercado de 700 milhões de pessoas com um PIB de 20 trilhões de dólares, ele também gera apreensão em diferentes setores. No Mercosul, há preocupações sobre os impactos na indústria, enquanto, na Europa, os temores se concentram na agricultura. A negociação ocorre em um momento delicado, com a Europa enfrentando uma crise política interna e um discurso isolacionista crescente, além da resistência de países como a França.
O caminho até a assinatura do acordo ainda é longo, com desafios significativos pela frente. Além da trâmite legislativa, o cenário político inclui eventos como as eleições na Alemanha em 2025, o prolongamento da guerra entre Rússia e Ucrânia, e a possível volta de lideranças como Donald Trump ao poder. Esses fatores podem influenciar a finalização e ratificação do acordo, que continua a ser um tema delicado no contexto internacional.