A guerra civil na Síria, que já dura mais de uma década, voltou a atrair atenção internacional após um ataque surpresa de uma nova coalizão rebelde. A ofensiva, que durou dez dias e resultou na captura de duas grandes cidades, visava desafiar o regime do presidente sírio e avançar em direção à capital, Damasco. O conflito, iniciado em 2011, resultou em mais de 300 mil mortos e milhões de refugiados, e continua a ter ramificações profundas para a estabilidade regional e global.
Bashar al-Assad, atual presidente da Síria, assumiu o poder em 2000, após a morte de seu pai, Hafez al-Assad, que governou o país por quase 30 anos. Desde então, o regime manteve-se no poder por meio de repressão violenta a protestos e movimentos opositores, especialmente após o início da Primavera Árabe em 2011. Assad foi reeleito em 2014 e novamente em 2021, mas suas eleições foram amplamente questionadas, sendo vistas por muitos como fraudulentas.
O apoio de aliados como o Irã, o Hezbollah e a Rússia foi crucial para a sobrevivência do regime, que enfrentou várias tentativas de derrubar seu governo. Durante o conflito, Assad foi acusado de sérias violações de direitos humanos, incluindo o uso de armas químicas, embora as autoridades sírias neguem essas acusações, alegando que as ações do governo são destinadas a combater o terrorismo. O impasse na guerra continua, com a Síria dividida entre diferentes facções e com o futuro político do país incerto.