O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou Jay Bhattacharya, acadêmico da Universidade de Stanford e crítico das políticas adotadas pelo governo americano durante a pandemia de Covid-19, para liderar o Instituto Nacional de Saúde (NIH). O NIH, com um orçamento de cerca de 47,3 bilhões de dólares, é o principal financiador público de pesquisas médicas nos Estados Unidos. A nomeação ocorre em meio a uma série de mudanças propostas por Trump para reestruturar a agência, incluindo uma abordagem mais focada em doenças crônicas, como o diabetes, em detrimento de doenças infecciosas.
Além da escolha de Bhattacharya, a decisão de Trump de nomear Robert F. Kennedy Jr. para o cargo de secretário de Saúde e Serviços Humanos também é significativa. Kennedy, que supervisionará o NIH, expressou intenções de demitir uma parte significativa da equipe da instituição e mudar seu foco de pesquisa. Seu plano inclui reorientar a missão do NIH para investigar curas para doenças crônicas e reduzir a ênfase em pandemias, como a Covid-19. Isso reflete uma abordagem mais alinhada com as críticas de Bhattacharya durante a crise sanitária global.
Bhattacharya, que se tornou conhecido por suas posições contrárias ao fechamento de economias e às políticas de restrição durante a pandemia, foi um dos autores da Declaração de Great Barrington, em 2020, que propunha medidas alternativas para a gestão da crise de saúde pública. Além de suas opiniões sobre o manejo da pandemia, Bhattacharya também processou o governo, alegando censura por parte de plataformas de mídia social a suas declarações. O NIH, que emprega cerca de 20.000 pessoas, enfrenta desafios significativos em um cenário de reestruturação política e científica nos Estados Unidos.