O presidente eleito Donald Trump anunciou suas escolhas para posições de destaque na área de saúde pública em sua futura administração, incluindo o cargo de cirurgião-geral dos EUA, com a nomeação da Dra. Janette Nesheiwat, e o comissário da FDA, com o Dr. Marty Makary como indicado. Outros nomes selecionados incluem o Dr. Dave Weldon, para o cargo de diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), e o Dr. Jay Bhattacharya para o cargo de diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH). Essas nomeações, se aprovadas pelo Senado, podem refletir a visão do presidente para uma abordagem mais crítica e reformista na política de saúde pública, com ênfase em medidas como a imunização e a segurança dos medicamentos.
As nomeações acontecem em um contexto de debates sobre a possível indicação de Robert F. Kennedy Jr. para o posto de secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), o que gerou preocupações no meio da saúde pública, devido às posições controversas de Kennedy sobre vacinas. De acordo com fontes próximas ao processo, Kennedy teria desempenhado um papel significativo na escolha desses candidatos para cargos de liderança em importantes agências de saúde, como o FDA e o CDC. Se confirmadas, essas escolhas podem impactar significativamente a agenda de saúde pública nos EUA.
Entre os indicados, o Dr. Bhattacharya se destacou por sua postura crítica em relação às políticas de lockdown adotadas durante a pandemia de Covid-19, enquanto o Dr. Makary foi um defensor de uma abordagem mais flexível e científica para a gestão de crises de saúde. A nomeação de Weldon também se conecta a sua longa carreira em políticas de saúde e segurança vacinal, refletindo a postura conservadora da administração sobre questões relacionadas à medicina preventiva e a regulação de medicamentos. Essas escolhas evidenciam uma administração que busca reconfigurar as políticas de saúde pública, especialmente em relação à imunização e à gestão de crises de saúde.