Em 2024, o Tocantins registra 3.846 casos confirmados de dengue, com um aumento de 34% em relação ao mesmo período de 2023. O boletim da Secretaria Estadual de Saúde também aponta sete mortes confirmadas pela doença, com duas mortes adicionais em investigação. As autoridades destacam que a maioria dos casos está concentrada em 115 municípios, e o índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti está abaixo de 1% na capital, Palmas, mas algumas áreas da cidade apresentam índices mais altos.
As condições climáticas favoráveis, como as chuvas frequentes e o calor, intensificam a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A rapidez do ciclo de vida do Aedes aegypti, que dura cerca de dez dias, torna essencial a vigilância constante nos locais com água acumulada, principalmente dentro de casas. A coordenadora de controle vetorial alertou que os focos são encontrados predominantemente em ambientes domésticos, e não em áreas públicas, como parques ou ruas.
A Secretaria de Saúde recomenda que os moradores adotem medidas preventivas para evitar a proliferação do mosquito. Entre as orientações estão a vedação de caixas d’água, a eliminação de água acumulada em recipientes e a manutenção de piscinas e fontes decorativas limpas e cloradas. A vigilância semanal nos lares é fundamental, além de cuidados com o lixo e a limpeza de calhas e ralos para evitar o acúmulo de água. O combate à dengue exige a colaboração ativa da população para controlar o avanço da doença na região.