O Reino Unido e seus aliados da Otan estão intensificando seus esforços para se manter à frente na corrida armamentista de inteligência artificial (IA), em um momento em que ataques cibernéticos, especialmente de grupos ligados à Rússia, têm se tornado cada vez mais frequentes. O ministro do gabinete britânico, Pat McFadden, destacou a ameaça crescente de criminosos digitais russos que miram em países que apoiam a Ucrânia, alertando para a necessidade urgente de proteger sistemas digitais e de defesa contra essas ameaças cibernéticas.
Durante uma conferência da Otan sobre defesa eletrônica em Londres, McFadden anunciou a criação de um novo Laboratório de Segurança de IA, com um financiamento inicial de 8,22 milhões de libras do governo britânico. O laboratório reunirá especialistas de diferentes áreas para investigar os impactos da IA na segurança nacional e analisar como a Rússia tem utilizado essa tecnologia para avançar em sua guerra digital. O governo britânico também tem intensificado seus esforços para reforçar as defesas digitais de seus próprios sistemas e os de seus aliados.
A crescente importância da IA na segurança nacional foi enfatizada por McFadden, que destacou que a tecnologia pode ser tanto uma ferramenta de defesa quanto uma potencial arma nas mãos de adversários. Ele alertou que, enquanto o Reino Unido e seus aliados desenvolvem e utilizam a IA para melhorar suas defesas, os adversários também buscam maneiras de empregar essa tecnologia para ataques no ciberespaço e no campo de batalha físico.