O real ocupa a oitava posição entre as moedas que mais perderam valor em relação ao dólar em 2024, com uma desvalorização acumulada de 19,1% até o dia 28 de novembro. Esse movimento ocorre após a moeda norte-americana atingir a marca de R$ 6 pela primeira vez na história, impulsionada por reações do mercado ao novo pacote de corte de gastos do governo federal, anunciado pelo Ministério da Fazenda. A medida, que visa reduzir despesas, e a proposta de isenção de Imposto de Renda para pessoas com rendimentos até R$ 5 mil, geraram incertezas entre investidores, afetando negativamente a confiança na economia brasileira.
Em uma análise de moedas internacionais, o levantamento da agência classificadora de risco Austin Rating destaca que, apesar de o real ocupar a 8ª posição, ele chegou a ser a 5ª moeda com maior desvalorização em junho deste ano, no ranking global de 118 países. As moedas de países como Sudão do Sul, Nigéria e Egito, que enfrentam crises econômicas e conflitos civis, registraram perdas ainda mais significativas. No topo do ranking de desvalorização está o Sudão do Sul, com uma queda de 69,80%, seguido pela Etiópia e Nigéria, com perdas de 56% e 47%, respectivamente.
Por outro lado, moedas de algumas nações, como Quênia, Sri Lanka e Libéria, apresentaram valorização em relação ao dólar, com altas de 21,20%, 11,40% e 8,30%, respectivamente. O impacto da recente política econômica brasileira reflete o nervosismo do mercado e a volatilidade da economia local, o que tem gerado incertezas sobre o futuro das finanças do país. A aprovação das novas medidas, que ainda depende do Congresso Nacional, será crucial para determinar o rumo da moeda brasileira nos próximos meses.