A Polícia Federal divulgou uma lista com 37 nomes de pessoas indiciadas por suposta participação em um plano golpista relacionado às eleições de 2022. Entre os indiciados, 25 são militares, incluindo oficiais de alta patente do Exército e da Marinha. A investigação aponta indícios de articulações para impedir a posse do atual presidente eleito, além de possíveis ações conspiratórias para interferir no processo democrático. O caso segue agora para avaliação da Procuradoria-Geral da República, que decidirá sobre a apresentação de denúncias formais.
De acordo com a apuração, alguns dos militares envolvidos participaram de atos como a assinatura de cartas pressionando comandos das Forças Armadas, manifestações em defesa de acampamentos frente a quartéis e reuniões suspeitas de incitação a um golpe de Estado. Também foram mencionados possíveis planos de monitoramento ilegal, disseminação de desinformação e até mesmo intenções de ações violentas contra autoridades públicas. Esses elementos foram levantados em operações como a “Tempus Veritatis,” que investigou diretamente a organização dessas atividades.
A revelação trouxe à tona preocupações sobre a politização de setores das Forças Armadas e seu impacto na democracia brasileira. O caso ainda está em desenvolvimento, com investigações em andamento e desdobramentos aguardados quanto à responsabilização dos envolvidos. As autoridades federais reforçam o compromisso com a transparência e a preservação do Estado de Direito durante o processo de apuração.