O senador Hamilton Mourão, ex-vice-presidente no governo passado, declarou que ainda não leu o relatório da Polícia Federal (PF) sobre o suposto golpe de Estado planejado no fim da gestão anterior, afirmando que só comentaria sobre o conteúdo do documento após sua leitura. O relatório de 884 páginas, enviado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à Procuradoria-Geral da República (PGR), conclui que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria organizado e comandado um plano de golpe, envolvendo outras 36 pessoas. Mourão não está entre os indiciados.
Na mesma data, senadores da oposição se reuniram em coletiva de imprensa ao lado de um emissário de uma figura política da Venezuela. Durante o evento, evitou-se comentar sobre o inquérito da PF, com o senador Flávio Bolsonaro indicando que a defesa de seu pai se manifestaria em momento oportuno. A situação gerou um silêncio generalizado entre os parlamentares da oposição, que se abstiveram de discutir as conclusões da investigação.
Em um contexto de críticas ao andamento da investigação, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, questionou a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Marinho pediu o afastamento do ministro, alegando suspeição objetiva e defendendo maior transparência no processo. Ele expressou a expectativa de que o caso se esclareça rapidamente, mas com a garantia de um juiz imparcial à frente das decisões.