O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as declarações de deputados franceses que expressaram desaprovação à carne bovina brasileira durante uma sessão na Assembleia Nacional. Lula destacou que a França não tem mais influência sobre o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, e reafirmou sua intenção de assinar o pacto até o final de 2024. A decisão final, no entanto, depende da Comissão Europeia, que conta com o apoio de Ursula von der Leyen para concluir as negociações.
Este episódio ocorre em meio a protestos de setores agrícolas no Brasil, além da crise das carnes, que resultou em um boicote por parte do Carrefour a produtos brasileiros. A situação gerou também uma reação dos deputados franceses, com 484 dos 555 parlamentares da Assembleia Nacional expressando apoio à oposição ao acordo e levantando questões sobre a qualidade sanitária das carnes brasileiras, especialmente em relação aos padrões exigidos na UE.
A possível assinatura do acordo entre a UE e o Mercosul tem gerado preocupações entre agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos como carne bovina e açúcar. Em resposta, agricultores na França realizaram bloqueios de estradas, enquanto a ministra da Agricultura do país, Annie Genevard, declarou que a França rejeita firmemente o acordo em sua forma atual, reforçando a resistência do setor agrícola local ao pacto comercial.