O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pelo apoio na mediação de um acordo de cessar-fogo com o grupo libanês Hezbollah, anunciado na terça-feira (26). O governo de Israel, por meio do Gabinete de Segurança, aprovou o cessar-fogo que suspende as hostilidades por 60 dias. Netanyahu afirmou estar pronto para implementar o acordo, mas advertiu que responderá com vigor a qualquer violação. A negociação foi facilitada por um representante dos EUA, que atuou tanto em Israel quanto no Líbano.
O acordo ocorre após uma intensificação dos conflitos entre Israel e Hezbollah, com ataques aéreos e terrestres desde o final de setembro. Os bombardeios causaram graves danos no Líbano e deslocaram mais de um milhão de pessoas. O Hezbollah, assim como o Hamas, é um grupo radical financiado pelo Irã, tornando-se um inimigo histórico de Israel. No entanto, o cessar-fogo visa interromper os combates e abrir espaço para uma pausa temporária nas operações militares.
Simultaneamente, a situação em Gaza continua tensa, com a guerra contra o Hamas em curso e o conflito com o Irã, que não evoluiu para uma guerra total, mas aumentou a tensão na região. Israel também realizou bombardeios em alvos associados ao Irã em países como Síria, Iraque e Iémen. O acordo com o Hezbollah, portanto, representa uma tentativa de aliviar as pressões militares simultâneas, ao mesmo tempo que o país continua lidando com múltiplos focos de confronto.