A Polícia Federal realizou uma operação na terça-feira (19) para investigar um suposto plano de assassinato envolvendo figuras centrais do governo e do Judiciário. Um dos alvos da operação, um agente da PF, confessou em depoimento que foi convencido a colaborar com a trama, repassando informações sobre a segurança de autoridades. Entre os envolvidos, constam também militares do Exército e membros ligados a antigas gestões governamentais, evidenciando um suposto conluio com objetivos golpistas.
Segundo a investigação, o agente utilizou seu cargo para acessar e transmitir dados sensíveis sobre a segurança do então presidente eleito e outras figuras públicas, o que reforçou a gravidade da acusação. Documentos indicam que informações críticas foram repassadas a pessoas próximas a antigos ocupantes do Executivo, destacando a complexidade e a organização do plano. O caso levanta questões sobre a vulnerabilidade das instituições e as consequências de infiltrações em órgãos estratégicos.
Ainda no contexto das investigações, surgem indícios de esquemas paralelos envolvendo espionagem e monitoramento, que teriam sido conduzidos dentro de estruturas estatais. Autoridades do Judiciário estão aprofundando as apurações, enquanto o episódio reacende debates sobre segurança institucional e o papel de servidores em posições de confiança. A ausência de respostas de figuras públicas mencionadas nas investigações adiciona mais questionamentos ao caso.