O índice de preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), o indicador preferido pelo Federal Reserve para medir a inflação, registrou uma alta de 2,3% em outubro em relação ao ano anterior, marcando um aumento em relação ao 2,1% de setembro. Esse resultado ocorre em meio a pressões persistentes sobre os preços, especialmente em setores como habitação e custos com hipotecas, que dificultam o controle da inflação na meta de 2% estabelecida pelo banco central. A alta de outubro reflete uma aceleração nas despesas, com a expectativa de que esse processo de controle inflacionário seja irregular, mas ainda dentro dos parâmetros previstos.
No mês de outubro, os preços subiram 0,2%, um valor que se manteve igual ao registrado em setembro. Economistas já previam esse aumento, considerando que o impacto dos custos habitacionais e outros ajustes pontuais poderiam continuar a pressionar os índices. A comparação com o mesmo período do ano passado, quando a inflação desacelerou significativamente, também influenciou o aumento de outubro. As previsões do mercado, incluindo da FactSet, apontavam para uma elevação mensal de 0,2%, o que foi confirmado pelos dados divulgados.
Além disso, o impacto das políticas econômicas, como as promessas de tarifas mais altas feitas pelo presidente eleito Donald Trump, também está sendo monitorado com atenção. Especialistas temem que essas tarifas possam elevar ainda mais os custos de vida nos Estados Unidos, exacerbando a inflação. As estimativas de crescimento da economia continuam sendo ajustadas, mas fatores como os custos contínuos de habitação e a possível implementação de novas tarifas comerciais podem influenciar as projeções econômicas para os próximos meses.