A Avibras, maior indústria bélica do Brasil, está em meio a um complexo processo de recuperação judicial e negociações para sua venda. Uma reunião recente entre o possível investidor e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos terminou sem acordo, com destaque para o impasse sobre multas trabalhistas e salários atrasados. O investidor considera os valores das multas excessivos e propôs substituí-las por um pagamento corrigido, a ser realizado em 2026, além de parcelar os salários em até 13 vezes, proposta rejeitada pelo sindicato.
Desde setembro de 2022, quando os trabalhadores entraram em greve devido a atrasos salariais, a situação da empresa tem se agravado. O plano de recuperação judicial aprovado em 2023 não impediu a crise financeira que culminou na redução do quadro de funcionários e na busca de novos investidores. Atualmente, as negociações incluem condições de pagamento de dívidas e direitos trabalhistas, com a expectativa de retomar operações e resolver pendências financeiras.
A Avibras, fundada em 1961 e referência no setor aeroespacial, desempenha papel estratégico na indústria de defesa e civil. Apesar do marco representado pelo acordo inicial com o investidor brasileiro, a conclusão da venda ainda depende de condicionantes contratuais. A falta de transparência sobre o nome do investidor é vista pelo sindicato como um obstáculo para o avanço das negociações, que devem continuar em nova reunião no dia 28 de novembro.