O governo brasileiro e grandes bancos credores estão em negociações para acelerar a saída do grupo Novonor (antiga Odebrecht) do controle da Braskem, a maior petroquímica da América Latina. A Novonor tenta vender sua participação na empresa há anos, mas enfrenta dificuldades devido à desvalorização das ações da Braskem, que caíram significativamente após serem usadas como garantia para uma dívida de 15 bilhões de reais. Como alternativa, os bancos sugerem a criação de um fundo de participação privada (FIP), que seria administrado por executivos especializados e teria como objetivo fomentar o crescimento da Braskem.
O BNDES, sob a gestão do atual governo, está envolvido nas discussões e busca uma maneira de manter certa influência sobre a Braskem, o que pode ocorrer por meio de um possível acordo de acionistas com a Petrobras. No entanto, o processo é complicado devido aos interesses conflitantes entre a Petrobras e a Novonor, o que dificulta a formação de uma parceria com novos investidores. Além disso, o valor de mercado da Braskem foi reduzido a cerca de 12 bilhões de reais, o que piora ainda mais a situação financeira da Novonor.
A venda da Braskem para um terceiro também é vista como uma opção viável, mas apresenta desafios significativos. A empresa enfrenta sérios problemas ambientais, como o desastre em Maceió, cujas repercussões jurídicas ainda impactam a companhia. A estrutura de controle da Braskem, que envolve um acordo de acionistas com a Petrobras, torna a negociação com possíveis compradores ainda mais difícil. Tentativas de vender a empresa para grupos como LyondellBasell e Adnoc fracassaram devido à complexidade das negociações e incertezas jurídicas envolvidas.