O acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano, previsto para entrar em vigor às 23h (horário de Brasília) de terça-feira (26), não resultará na retirada imediata das forças israelenses do território libanês. Segundo um alto funcionário da administração dos EUA, a retirada ocorrerá de forma gradual ao longo de 60 dias, permitindo que o exército e as forças de segurança libanesas assumam o controle do sul do Líbano. Este período de transição visa evitar a criação de vácuos de poder e garantir uma retirada ordenada das tropas israelenses à medida que as forças libanesas se deslocam para a região.
O funcionário destacou que tanto Israel quanto o Líbano possuem o direito de se defender de acordo com a lei internacional, mas não ficou claro se Israel terá a capacidade de responder unilateralmente a possíveis violações do cessar-fogo. No que diz respeito ao Hezbollah, a retirada das suas forças do sul do Líbano será monitorada, com um acordo que define uma área de controle até o norte da linha do Rio Litani, com algumas variações. O exército libanês será encarregado de garantir que o Hezbollah se mova para o norte e de remover toda a artilharia pesada da região.
Além disso, o exército libanês realizará patrulhas e supervisionará a remoção de qualquer infraestrutura e armamento remanescente. O objetivo é garantir que não haja reconstrução de instalações militares no sul do país, de modo a manter a estabilidade na região e evitar novos conflitos. O processo de retirada e a implementação do cessar-fogo são vistos como um passo importante para a redução das tensões, mas dependem da cooperação entre as partes envolvidas.