O Exército de Israel anunciou nesta quarta-feira (27) a morte de um oficial da unidade aérea do Hezbollah em um ataque ocorrido um dia antes do início de um cessar-fogo no Líbano. O ataque, que aconteceu horas antes do acordo de pausa das hostilidades, também envolveu bombardeios intensivos em Beirute, um dos mais fortes desde o início do conflito. A ofensiva visou instalações e centros de comando do Hezbollah em diversas cidades libanesas, incluindo a capital, Beirute, e as localidades de Tiro e Nabatieh, como parte da estratégia militar israelense antes da implementação do cessar-fogo de 60 dias.
O cessar-fogo, que entrou em vigor às 4h da quarta-feira (27), foi acordado com base na Resolução 1701 da ONU, que busca manter a paz no sul do Líbano após o conflito de 2006. O acordo visa retirar as forças israelenses do sul libanês e garantir que apenas as forças armadas libanesas e as tropas de paz da ONU estejam na região. A expectativa é que a trégua ajude a estabilizar a situação, mas o Hezbollah já afirmou que continuará sua resistência contra Israel, indicando que o cenário de paz duradoura ainda está longe de ser uma realidade.
Enquanto isso, a guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza segue sem sinais de cessar-fogo. Desde o ataque de 7 de outubro, que resultou em mais de 1.200 mortos e centenas de reféns israelenses, o número de vítimas palestinas ultrapassou 43 mil, com milhares de edifícios destruídos. Além disso, as tensões envolvendo Israel e o Irã continuam a aumentar, com bombardeios israelenses atingindo alvos ligados ao regime iraniano em países vizinhos como Síria, Iémen e Iraque. A situação permanece volátil, com várias frentes de conflito ainda ativas na região.