O ex-presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (25) que ninguém pode ser condenado ou absolvido previamente, ao comentar o indiciamento de outras figuras políticas no âmbito de investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre uma suposta tentativa de golpe após a eleição de 2022. Temer ressaltou que o indiciamento de envolvidos é apenas um primeiro passo em um processo de apuração, que deve seguir os procedimentos legais e constitucionais. Ele também se manifestou sobre a estabilidade democrática no Brasil, afirmando que não vê riscos para a democracia no país, que, segundo ele, está “fortíssima”.
A investigação da Polícia Federal apura a formação de uma organização criminosa supostamente envolvida em atos para obstruir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e de seu vice-presidente, Geraldo Alckmin, no final de 2022. O inquérito, que foi concluído na última quinta-feira (21), apontou indícios de envolvimento de diversas pessoas em atividades ilegais que visavam impedir a transição de governo. O relatório final da investigação foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que agora seguirá com o processo judicial.
Entre os indiciados estão figuras políticas e militares, todos negando envolvimento no suposto esquema. A Polícia Federal obteve provas através de diversas diligências, incluindo quebras de sigilos e colaborações premiadas. Este é o terceiro indiciamento de um ex-presidente envolvido em investigações que remontam aos eventos pós-eleição de 2022. A conclusão das investigações marca uma fase decisiva no processo judicial, que continuará a ser analisado pelos tribunais superiores.