Uma esmeralda de 380 quilos, encontrada em 2001 na cidade de Pindobaçu, Bahia, será devolvida ao Brasil após determinação da Justiça dos Estados Unidos. A pedra preciosa, cujo valor pode atingir US$ 1 bilhão, foi exportada ilegalmente com o uso de documentos falsos. O juiz Reggie Walton, da Corte Distrital de Columbia, reconheceu a ilegalidade da extração e exportação, encerrando anos de disputa judicial entre os dois países.
O caso, além de seu significativo valor econômico, tem um peso cultural e histórico importante, sendo a esmeralda considerada um patrimônio nacional. O Departamento de Justiça dos EUA deve protocolar a decisão final até 6 de dezembro, mas há possibilidade de apelações que podem adiar a repatriação. Atualmente, a pedra permanece sob custódia da polícia em Los Angeles, enquanto se aguarda a resolução definitiva do processo.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, celebrou a decisão como uma vitória para o Brasil, destacando o trabalho conjunto entre a AGU, o Ministério Público Federal e o Ministério da Justiça. Após a repatriação, o plano é incorporar a esmeralda ao acervo do Museu Geológico do Brasil, reforçando seu status como um tesouro nacional.