A Eneva, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica a Roraima a partir de gás natural liquefeito, emitiu um alerta sobre os riscos de apagão no estado, caso a Fundação Nacional do Índio (Funai) acate uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para interdição de áreas no município de Silves, no Amazonas. Essas áreas são importantes para a operação da empresa, que extrai e liquefaz gás natural no Campo do Azulão, e a medida poderia afetar a geração de energia no único estado do Brasil fora do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A empresa destaca que, se a interdição for implementada, a região de Roraima enfrentaria sérios problemas no fornecimento de energia, uma vez que o estado depende de termelétricas locais para atender sua demanda, sem conexão com o sistema nacional. A usina Jaguatirica II, que responde por metade da energia consumida no estado, recebe gás de Silves, e a interrupção dessa operação poderia comprometer a oferta de eletricidade, impactando diretamente a população e a economia estadual.
A Eneva já enviou ofícios alertando autoridades federais e estaduais sobre os riscos da decisão e se colocou à disposição da Funai para colaborar na resolução do impasse. A situação gerou um impasse, já que a Funai ainda não se manifestou oficialmente sobre o andamento do processo, embora tenha solicitado informações à empresa sobre o licenciamento ambiental da operação. A medida, que também está sendo acompanhada por entidades como o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), continua a gerar incertezas quanto ao futuro energético de Roraima.