O governo dos Estados Unidos tem pressionado a Ucrânia a alterar suas leis de mobilização para recrutar mais jovens para o Exército, com o objetivo de enfrentar a desvantagem numérica no combate contra a Rússia. Atualmente, a idade mínima para convocação é de 25 anos, mas a Casa Branca sugeriu que o país reconsidere essa faixa etária, permitindo o recrutamento de cidadãos a partir de 18 anos. A administração Biden considera que a Ucrânia não está mobilizando tropas suficientes para substituir as baixas no campo de batalha, enquanto a Rússia continua a expandir seu poderio militar.
A pressão dos EUA se soma ao envio de mais de US$ 56 bilhões em assistência de segurança para a Ucrânia desde o início da invasão russa, além de um novo pacote de US$ 725 milhões de ajuda militar planejado para os próximos meses. No entanto, apesar do apoio financeiro e bélico, a Casa Branca acredita que o problema crucial da Ucrânia não é a falta de armamentos, mas a escassez de tropas. A administração americana se ofereceu para intensificar o treinamento das forças ucranianas, caso o país adote medidas mais eficazes para aumentar seu efetivo.
Por outro lado, as autoridades ucranianas têm resistido a reduzir a idade mínima para recrutamento, argumentando que isso não resolveria o problema de falta de equipamentos adequados. Além disso, há preocupações sobre os impactos econômicos negativos dessa estratégia, como a diminuição da força de trabalho jovem. Embora o Parlamento ucraniano tenha aprovado recentemente algumas mudanças nas leis de mobilização, a questão do recrutamento continua sendo um desafio, especialmente com a crescente pressão de seus aliados ocidentais e o aumento das tropas russas na região.