As autoridades do Paquistão prenderam quase mil pessoas após protestos em Islamabad exigindo a libertação do ex-primeiro-ministro Imran Khan. As manifestações começaram no domingo (24) e se intensificaram durante a noite de terça-feira (26), quando a polícia, com apoio de forças paramilitares, dispersou os manifestantes com gás lacrimogêneo e outros métodos. O chefe da polícia de Islamabad, Ali Rizvi, negou que munição real tenha sido usada, apesar de acusações de que manifestantes teriam sido baleados. O número de detidos chegou a 954, e armas, incluindo rifles e granadas de gás lacrimogêneo, foram apreendidas no local.
Durante os confrontos, pelo menos seis pessoas, incluindo quatro soldados paramilitares, morreram, embora o governo tenha contestado essas informações, considerando-as não verificadas. As forças de segurança, segundo relatos, invadiram as áreas de protesto em plena escuridão e usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Embora o partido de Khan tenha anunciado o fim da mobilização, líderes do movimento insistem na continuidade das manifestações até que o ex-primeiro-ministro seja libertado da prisão, onde se encontra desde agosto do ano passado.
Além dos protestos, a crise econômica do Paquistão se agravou devido aos confrontos, com o governo estimando perdas de cerca de 190 bilhões de rúpias por dia devido à paralisação causada pelas manifestações. O índice de ações do país registrou uma alta significativa após uma queda acentuada, refletindo a tensão política e econômica gerada pelos protestos. O governo pediu evidências sobre as alegações de abusos por parte das forças de segurança e reforçou o controle sobre a capital, enquanto a limpeza das ruas e a remoção de bloqueios foram iniciadas para restaurar a ordem.