O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, destacou que a agência segue suas obrigações legais e atua com independência em relação ao governo, apesar de admitir que a falta de alinhamento entre as partes tem dificultado o trabalho da instituição. Feitosa ressaltou que a Aneel está comprometida com o cumprimento de seu mandato, mas criticou a limitação de recursos financeiros, que afeta negativamente serviços essenciais, como o atendimento ao público e as fiscalizações de campo.
Embora tenha reconhecido as dificuldades financeiras, o diretor também mencionou a recente aproximação com o governo, especialmente em relação à decisão sobre o bônus de Itaipu, que atendeu aos interesses do governo em sentido amplo. Feitosa enfatizou que a Aneel não é apartada do governo, mas ressaltou a importância de mais recursos para realizar suas funções de forma eficaz, principalmente na fiscalização e no atendimento à população.
O diretor reforçou que a agência está disposta a trabalhar em harmonia com o governo atual e com as futuras gestões, desde que tenha os recursos necessários para cumprir seu papel de maneira eficiente. No entanto, a falta de verba continua sendo uma preocupação central, comprometendo o desempenho das atividades da Aneel e impactando a qualidade do serviço prestado aos cidadãos.